quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O (Re)Nascer do Eu



Qual seria, pois, o motivo pelo qual sua arte é natimorta?
Qual cordeiro não oscila entre o cercado que o prende e alimenta, e a liberdade com risco de vida?

Por que tua dor ao ver que vive cada dia à sombra do teu próprio eu, escondendo-se de sua essência apenas por uma camada ridícula e apodrecida de moral não te move a mudar? Todos os dias de sua havida nesse planetóide em constante decadência serviram para uma coisa: Inspiração.

Antes desse convite, você era apenas mais um deles, não era? Mais uma porcaria sem expressão, andando pelas ruas ouvindo a música do constante caos urbano. Ouvindo as entrelinhas do desespero perpétuo da normalidade, da futilidade e do ócio em vida.

Eu te convido a mudar. Ponha uma expressão risonha nas suas faces ao deparar-se com o normal. Depois de se acostumar a isso, persiga o extraordinário, ele não vai te machucar. Ponha sorrisos (ou riso histérico) no rosto de outras pessoas. Destrua o feio, como o que julgam arte, mas não traz nada que apeteça a ninguém. Destrua o conceito artístico, criando o grotesco. Grite nas ruas como um louco, mas grite algo que tenha valor. Piche muros com poesia. A subversividade e a liberdade do seu ser caminham juntas.

Invente palavras e lugares que confundam as pessoas. Faça com que os outros se percam, trocando o nome de ruas. Colocar cartas com mensagens introspectivas ou mensagens a pessoas que nunca existiram na caixa de correio dos outros é muito mais do que legal: é liberto.

Dê um choque elétrico em sua própria vida. Ressucite sua criatividade agressiva latente. Busque suas origens primais para desfazer a monotonia. Brinque com essa monotonia, e crie algo novo de sua rotina. Seja fogo que anda, destrói e deixa cinzas marcantes e belas. Mas não se deixe apagar pelo não-reconhecimento da sua arte. Ser anônimo é essencial para estar bem. Você não é um super-herói, apesar de salvar as pessoas de seus próprios fantasmas de pudor e rotina. Aos olhos da lei e da sociedade que se apega ao material de sua monotonia, você é o vilão, o agressor da humanidade. E você será caçado, se não souber se esconder. Mas nunca mais se esconda por trás de uma camada ridícula e apodrecida de moral.

Destrua a rotina e construa com ela, um mosaico. E não se esqueça do mote: “A arte como crime, o crime como arte”.

Um comentário:

assamita disse...

liiiiiiiiiiiiiindo! mas chega de teoria, deverias promover um encontro cara-a-cara (restaurar o bando), divulgado na comunidade do orkut, para começar a açao!